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  Chamada para artigos: Edições 9 e 10 – 2010

Edição nº9 – 1º Semestre de 2010

 Data final de recebimento de artigos, resenhas, entrevistas e documentos históricos: 15 de julho de 2010

Publicação em final de agosto de 2010

Dossiê Memória Escrita e Memória Oral: Desafios Interpretativos

Sem dúvidas três temas têm ocupado a agenda dos pensadores contemporâneos: identidadecomunidade e memória. A atualização analítica fragilizou absolutos e no lugar de conclusões fechadas a adoção da perspectiva de processo, de andamento histórico, impôs a noção de construção. Assim, identidade e comunidade dependem de reflexões atentas à dinâmica das mudanças. Nada mais é visto como estático segundo padrão compreensível porque imobilizado em algum lugar hipotético do passado. Motor que impulsiona buscas de eternas redefinições dos procedimentos – seja na construção de identidade ou de determinação de comunidades – a memória atua como fonte, recurso de onde derivam os elementos capazes de nutrir análises que serão sempre provisórias. Nessa linha se justifica a pródiga multiplicação de uso da expressão memória. Nunca se falou tanto em memória e se isto se justifica na chamada “era da globalização”, carece de caracterizações. É assim, por exemplo, que se fala em memorymania como se fosse uma febre que atinge diferentes matérias sem que, contudo, haja um campo específico que a tenha como objeto. Em muitos casos, inclusive, o uso e o abuso da palavra memória a confundir com a disciplina História.

Um dos dilemas de quem trabalha com memória é a generalização como se tudo fosse a mesma coisa. Mesmo no universo do termo memória, um corte se torna vital separando a memória escrita da oral. Assumindo que a expressão escrita implica a feitura de documentos colhidos de suportes propostos no passado, a História se faz apoiada nessas fontes. A memória oral, em primeira mão colhida em gravações deriva de ações em que a espontaneidade explica os critérios de seleção, mutabilidade, reserva mítica e estruturas narrativas que marcam o código comunicativo. Nesta linha, áreas como a história oral ocupam de visões da narratividade que antes de ser vertida para o papel é oral. Posto isso, as reflexões sobre o conceito de memória tornam-se pertinentes e se dispõem sempre à crítica.

Prof. Doutor José Carlos Sebe Bom Meihy

Para além da temática deste dossiê, a História Agora – sua Revista de História do Tempo Presente está aberta ao recebimento de reflexões diversas acerca do Tempo Presente. Contribua!

Coordenadores do Dossiê: Prof. Doutor José Carlos Sebe Bom Meihy (Conselho Consultivo e Parecerista) e Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo.(Conselho Editorial) 

 

 

 

Edição nº10 – 2º Semestre de 2010

 Data final de recebimento de artigos, resenhas, entrevistas e documentos históricos: 30 de outubro de 2010

Publicação: 10 de dezembro de 2010

Dossiê Religiões e Religiosidades no Tempo Presente

Pensar a História do Tempo Presente relacionada ao campo religioso brasileiro e internacional é possibilitar a identificação de relações entre contextos da contemporaneidade e o fenômeno de re-encantamento da sociedade atual com o sagrado. Se houve um tempo em que os indivíduos se mostravam desiludidos com o poder explicativo das religiões a respeito de perguntas como “de onde viemos”, “quem somos” e “para onde vamos”, linkados com posicionamento otimista e teleológico em relação ao progresso científico, provavelmente após momentos traumáticos como as guerras mundiais algo mudou: haveria espécie de retorno do sagrado como forma de dotar o sujeito de uma grade de análise e inteligibilidade de mundo. No Brasil contemporâneo, exemplarmente, isto parece ter reverberado no crescimento de segmentos religiosos diversos, que para obterem destaque ou legitimidade frente ao seu público investem em sua midiatização e espetacularização. Um exemplo está nas igrejas dos movimentos pentecostal, neopentecostal e carismático católico, onde se pode identificar discursos que visam o atendimento de demandas religiosas específicas, se interpolando e se inserindo em um  contexto de mercadorização próprio da sociedade do tempo presente.

Este contexto abarca ainda outras expressões de sacralidade, como por exemplo os cultos de matriz africana e as religiões orientais, o que se identifica na publicação de periódicos, na abertura de cursos específicos, na gravação e circulação de CDs e DVDs, dentre outras maneiras de se fazer presente, sinalizando ainda para relações de poder e de concorrência religiosa que apontam para a adesão de públicos e a inserção de religiosos na política. Para além destas possibilidades, o dossiê se propõe a dar visibilidade a diversos fenômenos associados à manifestação religiosa no mundo contemporâneo, procurando estabelecer assim um espaço favorável à exposição de múltiplas abordagens e análises relacionadas às religiões e às manifestações de sacralidade no tempo presente.  E a História Agora, sua Revista de História do Tempo Presente, também está aberta ao recebimento de artigos de outras temáticas. Participe!

Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Fo. (Coordenador do Dossiê)

 

 

Normas Editoriais

A História Agora, sua Revista de História do Tempo Presente mantém-se aberta, em fluxo contínuo, para o recebimento de trabalhos relacionados ao TEMPO PRESENTE.  Dossiês temáticos tem chamada especial.

1. Aceitamos  contribuições em forma de Artigos, Artigos Traduzidos, Resenhas (de livros e filmes de até 3 anos), Entrevistas de História Oral e Documentos Históricos. São aceitos trabalhos em português e em espanhol.

2.  Os trabalhos devem ser formatados da seguinte forma: Folha tamanho A4, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço entre linhas 1,5, justificado.

3. O título do trabalho deve vir centralizado e em negrito. Logo abaixo, deve constar o nome do(s) autor(es), centralizado(s) e acompanhados de nota de rodapé com titulação, filiação institucional e vinculação com agência(s) de fomento, se houver.

4. Artigos devem ser acompanhados de resumo de até 10 linhas seguido de três palavras-chave. Título, resumo e palavras-chave devem ser apresentados também em inglês (abstract e keywords).

5. Os artigos devem conter mínimo de 15 e máximo de 30 páginas e as resenhas devem conter até 5 páginas. Documentos históricos devem vir acompanhados de descrição explicativa do mesmo em até duas páginas.

6.  Remissões bibliográficas devem constar do corpo do texto entre parênteses, com o sobrenome do autor seguido de data de publicação da obra e de número de página. Exemplo: (BOURDIEU, 1998, p. 69).

7. As referências bibliográficas devem ser também listadas ao final do trabalho, em ordem alfabética.

8. Normatização da bibliografia (cf. ABNT-NBR 6023):
SOBRENOME, Nome. Título do livro em itálico: subtítulo. Tradução. edição, Cidade: Editora, ano. 

SOBRENOME, Nome.Título do capítulo ou parte do livro. In: Título do livro em itálico. Tradução, edição, Cidade:Editora, ano, p. 

SOBRENOME, Nome. Título do artigo.
Título do periódico em itálico. Cidade: Editora, vol., fascículo, ano, p. No caso de uma segunda citação do mesmo trabalho: SOBRENOME. Título., cit., p.

9.  Entrevistas de História Oral e artigos traduzidos devem vir acompanhados de autorização de uso.

10. Imagens podem ser enviadas no corpo do texto em arquivo JPG e com devida autorização de uso, se for o caso.

11. Os originais devem ser encaminhados já revisados ortográfica e gramaticalmente.

12. Os artigos recebidos e que estiverem de acordo com as normas são encaminhados; segundo as normas internacionais de peer review; a dois consultores, membros de nossos corpos Editorial e Executivo, Consultor e Parecerista e de Pareceristas Ad Hoc. Um terceiro revisor pode ser consultado, se necessário.

13. Os trabalhos podem ser aceitos integralmente, recusados ou aprovados com sugestões de modificações. Autor e consultores são mantidos em anonimato.

14.  A submissão de artigos, resenhas ou qualquer contribuição para a História Agora – Revista de História do Tempo Presente implica na sua automática autorização autoral.

15. Os textos devem ser enviados para o endereço: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo   

 
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