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Hoje, 31/03 na sede principal do Clube Militar, situada na Rio Branco, principal avenida do Rio de Janeiro, às 15 hrs, os militares comemorarão o 45º aniversário do golpe militar no Brasil, que culminou numa das mais sangrentas ditaduras da América Latina. Ainda como parte das comemorações, serão inauguradas pelos Presidentes dos Clubes Naval, Militar e Aeronáutica, três placas em homenagem às vitimas do que eles chamam de “terrorismo”.
Hoje, o Jornal do Brasil publicou um artigo de Jarbas Passarinho, ex-ministro do governo militar. Entre tantos absurdos, Jarbas criticou João Goulart, enalteceu o golpe e terminou dizendo: “São passados 45 anos. A contra – propaganda da esquerda ousa negar provas indesmentíveis. A verdade incomoda e a isso não voltarei. É inútil convencer mitômanos. O Brasil foi salvo de virar uma imensa Cuba”. Em contra partida, o mesmo jornal publicou a resenha do historiador Caio N. de Toledo que propõe o recomeço das investigações, para sabermos os ocorridos de 1964 a 1985. Não se pode perdoar juridicamente algo que não foi atestado a culpa perante um tribunal. A falsa anistia para aquele momento de transição da ditadura à democracia soou quase como uma condição dos militares para que se estabelecesse o processo transitório. Vendemos nossa memória para se ter de volta os direitos políticos usurpados. Foi o preço do resgate. Agora os golpistas estão livres para comemorar o aniversário do início da carnificina, da perseguição; do período negro onde homens não possuíam o direito opinativo. Se expor como um ex-golpista virou sinal de orgulho. Não há leis que proíbam tal coisa.
Mesmo sendo para os dois lados a anistia é injusta. Lutar para ser cidadão no gozo de seus direitos é legitimo. Usurpar esses direitos é tornar-se déspota. O país precisa seguir seus rumos, virar Cuba, Londres, Nova York, desde que antes de tudo, permaneça representativamente plural. Não necessita de vilões, apresentando-se como heróis que tiram das pessoas os direitos conquistados através de lutas históricas.
Cabe a própria sociedade que apoiou o início do golpe, mas posteriormente se voltou contra e a derrubou, continuar sua peregrinação. O contra - golpe no Brasil, comparado a outros países, senão inexistente, é brando. Basta ver o link. http://www.historiagora.com/index.php?option=com_content&task=view&id=77&Itemid=53
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