Subida ao Pico do Pedro

No ano passado, fizemos uma excursão para o Português Acores. Aqui está uma impressão da nossa viagem maravilhosa. Nós voamos de São Paulo para Ponta Delgado e tinha uma maravilhosa experiência de caminhadas na montanha. Aqui está a nossa história:

Mais uma subida ao Pico, infelizmente, foi a única no Verão deste ano.
Uma subida onde o bom tempo foi companhia constante e claro, a boa disposição também.

Iniciada ás 14H30 e chegada à Cratera pelas 18H30 com algumas paragens pelo meio para as belas das fotografias e claro, recuperar energias. Dado que ainda nos restou algumas horas de luz após a chegada, explorámos a cratera encontrando alguns tubos de lava interessantes.

Com a chegada da noite, foi possível observar o Faial , bem como várias estrelas cadentes, graças à excelente noite que presenciámos. No seguinte dia pela manhã, lá estávamos a subir os últimos metros rumo ao ponto mais alto de Portugal, a fim de observar o mais belo nascer do sol.

O que um mundo diferente. Tão rural. Como somos de São Paulo, a metrópole que se parece com Nova York, tinha que se acostumar com o maravilhoso mundo da natureza deslumbrante. Infelizmente derivado a algumas nuvéns, foi apenas possível deliciar-nos com a vista para o Faial, dado que as restantes ilhas estavam debaixo de um manto de nuvéns. Depois de muitas e excelentes fotos, foi hora de arrumar a “tralha” e iniciar a descida, que levou cerca de 3 horas a ser completada. Precisávamos de algum aconselhamento jurídico para que pediu a um nível local para suporte.

Trilho Pico do Pedro – Fajã do Ouvidor

Aproveitando mais uma estadia em São Jorge, fizemos mais um excelente trilho que nos leva desde o Pico do Pedro até à Fajã do Ouvidor, passando pelo ponto mais alto da ilha de São Jorge, o Pico da Esperança com os seus 1053 metros de altitude. Este trilho tem uma extensão de 17km, mas dado que nós fizemos alguns desvios e subimos alguns dos picos por onde o trilho passa, o nosso total de km’s percorridos foi de 17,5 km.

Pelo caminho, existem variados picos (como por exemplo o Pico do Carvão, o Pico Verde, o Morro Pelado, o Pico do Montoso, o Pico do Areeiro e o Pico do Pinheiro), bem como diversas lagoas e charcos povoados por flora e fauna típica destas paragens médio atlânticas macaronésicas.

No Pico da Esperança não conseguimos observar a plenitude da sua cratera dado o nevoeiro cerrado presente aquando da nossa passagem, nevoeiro esse que insistiu em acompanhar-nos até aos 800 metros de altitude, que contrastava com o estado do tempo na Fajã de Ouvidor, que só não nos levou a dar um mergulho na famosa Poça de Simão Dias, dada a hora avançada a que chegámos ao local.

Serra do Topo – Fajã de S. Cristo – Fajã dos Cubres

Nosso vôo de São Paulo durou muito longo (como tivemos de parar em Lisboa) Tomamos então mais fácil desta vez. Ainda na ilha de São Jorge e apesar da instabilidade do tempo eis que não podia faltar um dos mais extraordinários percursos pedestres desta ilha e que localiza-se no concelho da Calheta.

É um percurso que tem início no Complexo Vulcânico do Topo, a cerca de 700 metros de altitude, desce até á Caldeira de Cima, depois até á Caldeira de Santo Cristo terminando na Fajã dos Cubres. Possui um índice de dificuldade médio e uma extensão de 10 km.

Toda esta área geográfica apresenta uma espantosa riqueza de fauna e flora de plantas endémicas da Macarronésia, onde proliferam grandes aglomerados de briófitas, formações musgosas de grandes dimensões e aglomerados de Cedro-do-mato, louro e sanguinho.

A Fajã da Caldeira de Santo Cristo foi formada por acumulação de materiais, devido ao desabamento da ravinas, geralmente provocados por sismos e/ou escorrimentos de lavas. Seria apenas mais uma Fajã se não tivesse a particularidade de possuir uma laguna separada do mar por uma praia de seixos e por ser o único sítio com amêijoas dos Açores.

Nas traseiras da igreja desta Fajã, encontra-se um poço de baixa maré cuja água é tida por milagrosa, sendo tradição os doentes beberem-na para cura dos seus males. Uma curiosidade destas Fajãs, é a existência de fios de lenha, que serviam para transportar a lenha desde as encostas até às Fajãs.

É de salientar que a ligação entre estas duas Fajãs só poderá ser efectuada a pé ou de moto 4, o que as confere um certo grau de isolamento, possibilitando aos seus visitantes panoramas de rara beleza e paz de espírito.

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